Seedorf chega ao Corinthians e diz: 'É um leão ferido. E um leão feriado é perigoso'

Técnico concedeu entrevista coletiva no CT do Clube. Crédito: Imagens: Corinthians TV

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O Corinthians e a Caixa Econômica Federal acordaram suspender os pagamentos do financiamento da Neo Química Arena e liberar a bilheteria dos jogos. O clube considera ceder o naming rights do estádio à Caixa por 15 anos para abater a dívida de R$ 640 milhões. As negociações, iniciadas no ano passado, avançam com um acordo de confidencialidade assinado. A diretoria, liderada por Osmar Stábile, busca concluir o acordo ainda este ano, com apoio de Guilherme Boulos e a Gaviões da Fiel.

O Corinthians acertou com a Caixa Econômica Federal a suspensão dos pagamentos referentes ao contrato de renegociação pelo financiamento da Neo Química Arena. Ficou acertado entre as partes também que o banco não irá mais reter a bilheteria dos jogos e parte das premiações. A informação foi divulgada primeiramente pelo ge e confirmada pelo Estadão.

O Corinthians estuda ainda ceder o naming rights do estádio em Itaquera para a Caixa por 15 anos. A dívida é estipulada atualmente em aproximadamente R$ 640 milhões. A diretoria corintiana, encabeçada pelo presidente Osmar Stábile, pretende finalizar o acordo ainda neste ano. O dirigente desistiu de concorrer ä reeleição no clube.

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As negociações pela cessão do naming rights em troca da dívida se arrastam desde o ano passado, quando Corinthians e Caixa contrataram uma empresa especializada para fazer o valuation (avaliação financeira) da Neo Química Arena e de seus naming rights.

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Estádio do Corinthians em Itaquera: clube busca acordo com a Caixa por naming rights. Foto: Felipe Rau/Estadão
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Enquanto o negócio não sai, o clube acelerou as discussões com a cúpula da Caixa pela flexibilização no pagamento das garantias estipuladas no contrato de renegociação, firmado em 2022, na gestão de Duílio Monteiro Alves.
O entendimento do clube era de que a rigidez do contrato asfixia as contas do clube e não permite a honra de compromissos a curto prazo. Em setembro, o clube recebeu o aval do banco para suspender o pagamento da terceira parcela de R$ 28 milhões referente ao acordo vigente. Outras duas, que somam R$ 56 milhões, foram pagas no primeiro semestre.
Corinthians e Caixa assinaram um NDA nesta sexta-feira, 16, um acordo de confidencialidade (Non-Disclosure Agreement) para avançar no detalhamento da proposta. A reunião em Brasília contou com a presença de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, e integrantes da Gaviões da Fiel, principal organizada do clube.
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Caso a negociação seja concluída, o valor obtido com a cessão dos direitos de nome do estádio para o banco estatal será abatido diretamente do montante total do financiamento, reduzindo significativamente o passivo do clube.
Antes de virar um trunfo na negociação com a Caixa, o naming rights da Arena foi motivo de discussão no Corinthians. Reajustado anualmente, o valor anual que o clube recebe da farmacêutica Hypera Pharma iniciou em R$ 15 milhões, em 2020, e atualmente está em R$ 20 milhões. A diretoria entende que, apesar do acréscimo, a cifra está defasada e acredita que poderia receber pelo menos três vezes mais. A multa para rescindir o contrato atual é de R$ 50 milhões.
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