Incêndio que assola há cinco a área de preservação ambiental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Teresina (PI), a Embrapa Meio-Norte, já consumiu 61,8 hectares, incluindo campos experimentais e pomares, nesta sexta-feira (9/10).O primeiro foco foi identificado na noite da última segunda (5/10) em um pomar de cajueiros. Desde então, equipes do Corpo de Bombeiros, da Brigada de Incêndio da própria Embrapa e do Exército estão mobilizadas. No dia seguinte ao início do incêndio, dois pontos entre o muro da Embrapa e as moradias próximas foram atingidos e avançou para uma área de produção de frutas nativas, onde são mantidos experimentos de melhoramento genético de espécies, como bacuri, cajá e xixá.Mais de 61 hectares em áreas de pesquisa e reserva da Embrapa são queimadosO Banco Ativo de Germoplasma de Babaçu, que reúne material genético mantido há mais de 30 anos e o pomar de mangueiras, que integra experimentos de melhoramento genético, também foram alvo do fogo.“Parte desse experimento foi atingida. Ainda estão sendo avaliados os possíveis impactos sobre o material de pesquisa e o banco de germoplasma”, informou a empresa. Leia também Distrito FederalFumaça densa de incêndio perto do Ibama chama atenção na Asa Norte Manoela AlcântaraAGU cria força-tarefa para dar consultoria jurídica à UFPE após incêndio BrasilIncêndio na UFPE prejudicou mais de 200 pesquisas; MEC estenderá bolsas MundoAtaque com drones causa incêndio em data center da Yandex, o “Google russo” Segundo a empresa pública, a intensidade do calor, as condições de seca e a velocidade dos ventos contribuíram para o alastramento do fogo, dificultando o trabalho das equipes. Os focos, porém, já foram controlados e a área segue em monitoramento. “Precisamos investir fortemente, de forma ordenada e planejada, em ações de educação ambiental visando a minimização de incêndios em áreas urbanas, periurbanas e rurais. Entendemos que este é o caminho para um diálogo maduro e a conscientização da sociedade”, afirmou o chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, Anísio Lima Neto.Foram registradas mortes de alguns animais silvestres, como pacas, tatus e camaleões, mas não houve registro de morte de animais mantidos pela Embrapa.Ainda não foram esclarecidas as causas do incêndio.









