A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) analisou que a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, descumpriu pelo menos cinco dos 17 itens determinados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como medidas para garantir tratamento igualitário aos candidatos à Presidência da República. O parecer foi publicado na noite desta quarta-feira (21/10) após solicitação do ministro do TSE Marco Aurélio Bellize. A multa pelo descumprimento é de R$ 500 mil por dia, com vigência até o término do segundo turno.De acordo com o documento, a Meta não apresentou um relatório individualizado sobre anúncios reavaliados e suspensos; processamento isonômico das denúncias e relatório dos canais; informe detalhado com a descrição concreta das providências adotadas; e a reapresentação do relatório sigiloso traduzido para a língua portuguesa, com horários ajustados ao fuso de Brasília e discriminação das medidas.O parecer indica, contudo, que cinco itens foram cumpridos, entre eles a reversão das restrições aplicadas à conta de anúncios da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros três itens a Meta disse ter cumprido, mas a PGE não conseguiu verificar, e dois foram parcialmente cumpridos.Nesta quarta-feira (21/10), a campanha de Lula protocolou no TSE um pedido de cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL), por suposto favorecimento da Meta. A campanha petista aponta abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social, e pede também que a investigação seja conduzida com tutela de urgência. Leia também Manoela AlcântaraMPF vai à Justiça pedir que sejam barrados “bloqueios arbitrários” da Meta MundoEspecialistas da ONU pedem medidas contra “restrições” da Meta no Brasil Matheus LeitãoBiblioteca da Meta não mostra anúncios de Flávio em intervalo de 38 dias BrasilPosts contra Lula seguem no ar após prazo de 3 horas dado por Nunes Marques A decisão do TSEA campanha do presidente Lula acusou a Meta de estar favorecendo o candidato Flávio Bolsonaro, especialmente no funcionamento de ferramentas de inteligência artificial e nos mecanismos de recomendação de publicações.Um dos episódios citados foi o bloqueio da Meta AI a pedidos para gerar imagens de campanha pró-Lula, enquanto a criação de peças para Flávio Bolsonaro teria sido liberada.Em nota, a empresa admitiu erros em contas do petista, mas negou que esteja favorecendo qualquer candidato. “Cada um dos incidentes citados pela campanha de Lula tem uma explicação direta e documentada, conforme descrito acima. Nenhum deles reflete direcionamento político. Nenhum reflete manipulação da distribuição. Nenhum reflete uma tentativa de influenciar a eleição”, disse.Mesmo assim, na última sexta-feira (16/10), o plenário do TSE manteve a decisão de Marco Aurélio Bellize, que determinou que a Meta dê um tratamento isonômico às duas campanhas. A multa diária por descumprimento foi estipulada em R$ 500 mil.









