Carlos Monteverde (m. 8 de Outubro de 2025), foi um médico português.
Biografia Nasceu em Viana do Castelo. Frequentou o curso de medicina na Universidade de Coimbra, que concluiu em 1976. Já durante o período académico destacou-se pelo seu associativismo, tendo feito parte da Associação Académica de Coimbra durante uma fase de grande importância, na sequência da Revolução de 25 de Abril de 1974. O internato geral foi feito no Hospital Distrital da Figueira da Foz, e participou no programa de Serviço Médico à Periferia em Aljustrel. Passou depois para o Hospital de Beja, onde fez a maior parte da sua carreira clínica, no internato de Medicina Interna. Naquela instituição de saúde, dirigiu os Serviços de Medicina Interna e foi coordenador da Unidade de Endoscopia, tendo sido o principal responsável pela criação das consultas de hepatologia. Foi um dos fundadores da Sociedade Portuguesa de Hepatologia, tendo sido um dos impulsionadores do processo de união daquele órgão com a a Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado, da qual fez igualmente parte da direcção. Também esteve integrado na direcção do Colégio da Especialidade de Medicina Interna da Ordem dos Médicos, em dois mandatos, e esteve à frente do Núcleo de Estudos das Doenças do Fígado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna. Durante mais de duas décadas, foi uma das principais figuras durante o processo para a criação de uma subespecialidade da Medicina Interna sobre a Hepatologia, tendo sido membro da Comissão Instaladora da subespecialidade de Doenças do Fígado, instituída em 2022 pela Ordem dos Médicos. Também marcou presença em vários encontros e conferências científicas sobre os temas da autoimunidade e da hepatologia. Após a sua aposentação, em 2019, colaborou no Hospital Pulido Valente em Lisboa. Também manteve algum interesse na política nacional, tendo sido militante do Partido Socialista. Deixou igualmente colaboração no jornal Correio Alentejo desde a sua criação, em Março de 2006. Faleceu em 8 de Outubro de 2025. A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo emitiu uma nota de pesar, onde destacou a «marca indelével« que Carlos Monteverde deixou naquela instituição, recordando a sua carreira no Hospital de Beja. A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna também lamentou a sua morte, tendo-o evocado como «um amigo de longa data de muitos de nós, um médico que deixou uma marca importante nas pessoas e nas instituições que serviu», e como «um grande médico internista, um destacado hepatologista». A Rádio Castrense classificou Carlos Montoverde como «um médico de referência no panorama da saúde do Baixo Alentejo»,
Ver também Apolino Salveano de Almeida
Referências