Manoela Alcântara

Flávio cita suposto whisky de R$ 500 mil oferecido por Vorcaro e pede apuração por corrupção passiva e advocacia administrativa

Pablo Giovanni
23/10/2026 12:18, atualizado 23/10/2026 12:26
Reprodução/Redes sociais
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de um inquérito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por suspeitas de corrupção passiva e advocacia administrativa.
O pedido foi apresentado nesta sexta-feira (23/10), após a revelação de que o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria comprado uma garrafa de uísque Macallan, avaliada em R$ 500 mil, para presentear o petista.
A informação foi divulgada pela revista Veja, com base em mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Vorcaro.
Flávio pede que Mendonça encaminhe o caso ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para a abertura de um inquérito contra o presidente.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Manoela Alcântara
O candidato argumenta que o valor do presente reforça as suspeitas de que Vorcaro teria oferecido uma vantagem indevida a Lula enquanto buscava apoio do governo federal para os negócios do Master.
“A escolha, aliás, não foi aleatória e carrega simbolismo eloquente. Em 1981 a destilaria escocesa The Macallan criou uma linha rara, a Macallan Royal Marriage Malt Whisky, para comemorar o casamento do Príncipe Charles com Diana, com blends de 1948 e de 1961, safras correspondentes aos anos de nascimento dos noivos, “evocando uma tradição da realeza”. escreveram os advogados.
A defesa prossegue: “Daniel Vorcaro reproduziu o mesmo protocolo, oferecendo ao Noticiado uma safra do ano de seu nascimento. Ocorre que o Brasil é uma República, e não uma monarquia. Aqui, o Chefe do Poder Executivo não é soberano a quem se rendem tributos, mas agente público submetido à lei, e o mimo digno de um príncipe, quando ofertado por banqueiro com interesses junto ao Governo, deixa de ser homenagem para tornar-se objeto de investigação.”
O pedido ainda não foi analisado por Mendonça. Os processos relacionados ao Caso Master no Supremo estão atualmente sob a responsabilidade do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.
Aguarde mais informações

